• Ranulfo Pedreiro

Para ver: Marketa Lazarová (1967)

Vou confessar que Marketa Lazarová não é um filme fácil. A obra do tcheco Frantisek Vlácil é um épico com traços experimentais e um ritmo muito próprio, amplamente sustentada pela fotografia extraordinária. Da mesma forma, não pertence a um gênero específico, abrindo espaço até para um improvável romance.


A história é simples: uma bela moça, prometida a um convento, sofre um sequestro no meio do caminho. Os detalhes, porém, são intercalados entre clímax e anticlímax, levando o surrealismo à beira do delírio. Em plena idade média, o violento povo local faz uma complexa transição para o cristianismo.


Com quase três horas de duração, o filme vai conquistando pela plasticidade, com um preto & branco belíssimo, contrastando os personagens com a neve. O argumento, narrado de maneira subjetiva, vai aos poucos revelando suas sutilezas como uma experiência ousada, porém grandiosa. As legendas estão em inglês.



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